As atas das convenções partidárias em Alagoas estão longe de representar uma fotografia definitiva das chapas para as eleições deste ano.
Como disse um político ao blog, MDB e as federações partidárias PSDB/Cidadania e PP/União Brasil “fizeram uma união que não é estável nas atas de Alagoas”.
A frase se refere à possibilidade de mudanças (traições?) nos nomes para governador, vice, senador, suplentes e também nas chapas proporcionais, já que as atas das convenções permanecerão abertas para alterações até o dia 15.
São muitos os motivos para tanta indefinição. O principal, dizem fontes, chama-se Davi Davino Filho (Republicanos).
O MDB de Renan Filho quer Davi como vice. Promessas de apoio para que ele dispute a Prefeitura de Maceió em 2028 foram feitas.
Também teria recebido de Marcelo Victor (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, a garantia de apoio total à reeleição da deputada estadual Rose Davino, mãe de Davi.
Do lado de JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP), uma declaração de Davi pode resolver muita coisa.
Como o Republicanos está coligado ao grupo de Renan Filho, Davi não poderia simplesmente compor como vice de JHC.
Mas poderia disputar o Senado no grupo liderado pelo MDB e declarar voto para JHC ao governo e Arthur Lira para senador.
Essa é uma das tantas possibilidades em discussão nos bastidores. Caso essa declaração pública não ocorra, Marina Candia poderá ser lançada ao Senado.
A guerra de bastidores, segundo fontes, também chegou à direção nacional do Republicanos, onde Arthur Lira tem influência.
O que está em jogo é mais do que uma candidatura. É para onde irão os votos de Davi Davino e, principalmente, de que lado ele estará na disputa majoritária, especialmente porque sua principal base eleitoral é Maceió.
