O Ministério Público Federal (MPF) se reuniu, na tarde da última segunda-feira (3), com representantes dos trabalhadores do Hospital Veredas para acompanhar o andamento da intervenção judicial na unidade. Durante o encontro, os profissionais reconheceram avanços no pagamento de salários atrasados, mas afirmaram que ainda existem pendências financeiras e decidiram manter o estado de greve.

As procuradoras da República Roberta Bomfim e Julia Cadete receberam os representantes dos trabalhadores. Segundo os profissionais, houve melhora na regularização dos salários desde o início da intervenção, mas ainda estão pendentes valores referentes à complementação do piso nacional da enfermagem de determinados períodos e à gratificação prevista em acordo firmado perante a Justiça do Trabalho.

Outro ponto discutido foi a instabilidade no repasse de recursos ao hospital. De acordo com os trabalhadores, a irregularidade tem dificultado não apenas o pagamento da folha salarial, mas também a compra de insumos necessários para garantir o atendimento aos pacientes.

Diante das pendências, os profissionais informaram que o estado de greve será mantido até que os pagamentos restantes sejam regularizados. Mesmo com a paralisação, no entanto, as equipes continuam trabalhando em escalas emergenciais para assegurar os serviços essenciais.

Com isso, o Hospital Veredas segue realizando atendimentos de urgência e emergência e mantendo leitos em funcionamento.

Durante a reunião, também foram relatados esforços da atual gestão para ampliar a oferta de serviços especializados. Entre as iniciativas estão a retomada da oncologia pediátrica e a implantação de serviços de hemodinâmica e cirurgia bariátrica. A expansão, segundo os trabalhadores, depende da melhora da situação financeira da instituição e da ampliação das equipes.

Outro avanço apresentado foi a formalização da prorrogação da intervenção judicial por mais um ano. O encontro também tratou de alternativas para fortalecer a sustentabilidade financeira do Hospital Veredas, reduzir a dependência de repasses públicos e criar condições para uma gestão mais estável no futuro.

 

*com Assessoria