As fraturas de fêmur estão entre as lesões que mais preocupam a população idosa. Além das limitações físicas, elas costumam ser associadas à perda de autonomia e a longos períodos de recuperação, fazendo com que muitas pessoas passem a conviver com o receio constante de sofrer uma queda.

Alunos do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió tiraram suas dúvidas sobre fraturas no fêmur

Embora essa preocupação seja compreensível, o ortopedista e traumatologista Leonardo Coelho, especialista em cirurgia do quadril da Santa Casa de Maceió, afirma que o medo, quando excessivo, pode ter o efeito contrário ao esperado. Em vez de proteger, ele pode levar ao sedentarismo e aumentar o risco de novos problemas.
“O medo, por si só, paralisa. Quando deixa-se de caminhar, de praticar atividades físicas ou de manter a rotina por receio de cair, acaba-se aumentando outros fatores de risco, como a perda de massa muscular e do equilíbrio. O ideal é transformar esse medo em uma preocupação saudável, que motive a adoção de medidas preventivas”, explica.
Segundo o especialista, também é importante desfazer a ideia de que uma fratura de fêmur representa, necessariamente, uma perda definitiva da independência. Muitas vezes, esse receio é alimentado por experiências vividas por familiares, amigos ou pelo próprio paciente.

Encontros do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió acontecem sempre às quartas

“Muitas pessoas conhecem alguém que sofreu uma fratura e passou por um período difícil, criando a ideia de que esse será sempre o desfecho. Hoje, temos a possibilidade de uma outra realidade, e isso precisa ser dito. Com atendimento especializado, cirurgia no momento adequado e uma equipe multiprofissional envolvida na recuperação, temos conseguido reduzir significativamente os impactos físicos, emocionais e sociais dessas lesões”, afirma.

A prevenção começa com medidas simples, como manter a prática regular de atividade física, fortalecer a musculatura, cuidar do equilíbrio, tratar doenças que aumentam o risco de quedas, manter uma alimentação adequada para a saúde dos ossos e adaptar os ambientes da casa para evitar acidentes.
Leonardo Coelho reforça que a fratura de fêmur continua sendo uma lesão grave, especialmente após os 60 anos, mas destaca que os avanços no tratamento têm melhorado o prognóstico dos pacientes.
“É importante que as pessoas compreendam a gravidade do problema sem enxergá-lo como uma sentença. Quando há prevenção e, se necessário, tratamento adequado, as chances de recuperação são muito melhores”, destaca.
O assunto foi tema de uma das edições do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió, que reúne semanalmente pessoas com 60 anos ou mais para discutir temas relacionados à saúde, à prevenção e à qualidade de vida.

SANTA CASA 175 ANOS – Em setembro, a Santa Casa de Maceió celebra 175 anos de fundação. Reconhecida como um dos maiores complexos hospitalares de Alagoas, a instituição foi recertificada em 2026, com o selo internacional Qmentum Diamante, reconhecimento que atesta a excelência em qualidade assistencial e segurança do paciente.

O complexo reúne unidades como a Santa Casa Farol, a Santa Casa Nossa Senhora da Guia e a Santa Casa Cancer Center, referência no diagnóstico e tratamento oncológico no estado, além de oferecer ambulatórios, pronto atendimento 24 horas, centro de diagnósticos, unidades de terapia intensiva, e cirurgias de alta complexidade.