A ré Josefa Cícera Nunes Flores vai a júri popular nesta quinta-feira (6), a partir das 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro do Barro Duro, em Maceió.
Ela responde pelo assassinato do companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, ocorrido em março de 2022.
A sustentação da acusação será realizada pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, do Ministério Público de Alagoas (MPAL).
O MP denunciou a ré por homicídio qualificado por motivo fútil, rejeitando a tese de legítima defesa apresentada pela acusada.
De acordo com o MPAL, laudos periciais indicam que o disparo que atingiu a região abdominal do militar foi efetuado à distância, o que contrapõe a versão de luta corporal apresentada por Josefa Cícera.
O órgão acusador também cita relatos de testemunhas sobre o histórico de comportamento explosivo da ré, conflitos constantes motivados por ciúmes e agressões anteriores.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de 23 de março de 2022, na residência do casal, situada em um condomínio no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. Vizinhos relataram ter ouvido gritos de discussão seguidos por dois disparos de arma de fogo.
Ferido no abdômen, o sargento Alessandro Fábio da Silva foi socorrido pelo vigilante do condomínio e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto Santa Maria, mas não resistiu aos ferimentos.
No local do crime, a Polícia Militar apreendeu duas armas de fogo sobre a cama do casal: uma pistola Taurus calibre .380 e uma pistola Glock calibre .40 com três carregadores.
Em depoimento prestado à época, a ré apresentou versões contraditórias aos policiais, alegando inicialmente que o caso se tratava de um acidente decorrente de um jogo de "roleta russa" e, em seguida, que havia agido em legítima defesa após ter sido agredida pelo militar.
Josefa Cícera foi presa em flagrante na ocasião, indiciada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e posteriormente denunciada pelo MPAL.
