O atestado de óbito do recém-nascido Nícolas Ravi, que morreu após cair no chão durante um parto prematuro no Hospital da Cidade, em Maceió, revela que o bebê permaneceu vivo por apenas 22 minutos após o nascimento. O documento também detalha as causas da morte e as condições clínicas que contribuíram para o óbito.

A mãe da criança, Morgana Lopes, de 21 anos, deu entrada na unidade de saúde na tarde da última segunda-feira (3), com aproximadamente seis meses de gestação, após apresentar dores e contrações. De acordo com relatos da família, ela chegou ao hospital por volta das 16h05 e aguardou mais de uma hora para ser atendida. Ainda segundo os familiares, a bolsa rompeu enquanto ela permanecia na recepção.

A avó do bebê informou que uma técnica de enfermagem chegou a verificar os sinais vitais da gestante, mas, logo em seguida, o parto aconteceu de forma inesperada na área de recepção. O recém-nascido caiu no chão no momento do nascimento, foi socorrido e encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém não resistiu.

Segundo o atestado de óbito, Nícolas Ravi morreu às 17h32, cerca de 22 minutos após nascer. O bebê pesava apenas 590 gramas.

O documento médico aponta como causas da morte insuficiência respiratória aguda, síndrome do desconforto respiratório e prematuridade extrema. Também registra a diabetes gestacional da mãe como um fator que pode ter contribuído para o quadro clínico.

Em nota, o Hospital da Cidade lamentou a morte do recém-nascido e informou que abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. A unidade afirmou ainda que adotará todas as medidas administrativas cabíveis.

O hospital informou que a gestante evoluiu rapidamente para trabalho de parto durante o processo de triagem e destacou que a maternidade contava com equipe completa de plantão no momento do atendimento. A instituição acrescentou que Morgana segue internada, recebendo acompanhamento da equipe multiprofissional, enquanto a família está sendo assistida pelos serviços de assistência social e apoio psicológico.

A família de Nícolas Ravi informou que pretende ingressar com medidas judiciais para apurar possíveis responsabilidades pelo caso. Conforme a avó do bebê, até o momento nenhum familiar havia sido ouvido pela Polícia Civil nem pelo Ministério Público de Alagoas.