Sempre que eu vou a algum lugar, sou abordado por pessoas que me conhecem “de vista” e que, assim imagino, levam em conta a minha opinião.
Elas me perguntam, principalmente, sobre as eleições majoritárias em Alagoas, se há favoritos ao Senado e, claro, ao governo do Estado.
Aviso que não sou bom de previsões, mas que formo as minhas opiniões com base naqueles com quem converso diariamente e, também, a partir dos comentários que este espaço recebe.
Vamos a elas (as minhas opiniões).
Nunca, pelo menos no que guardo na memória, a eleição para senador da República teve tantos candidatos competitivos – e por motivos diferentes.
Com o carimbo de “novidade” apareceram Alfredo Gaspar e Davi Davino.
O fator Marina Cândia ainda é uma dúvida e um complicador, mas é importante lembrar que ela vai fazer sua estreia nas urnas – seja lá para o que for -, e a resposta popular é uma incógnita (até mesmo para Eudócia Caldas).
Nomes consolidados: Renan Calheiros e Arthur Lira, os dois carregando um eleitorado fiel, que é quase todo compartilhado entre ambos.
Nenhum dos citados o favoritismo que possa assegurar uma vaga na “casa alta do Congresso”.
Da mesma maneira, todos os nomes postos nessa concorrência – inclusive o de Davi Davino, o menos cotado até agora – estão na briga e não podem ser descartados.
Claro que os apoiadores apaixonados ou remunerados vão apontar seu candidato como favorito, mas é bom que pensem assim. Entrar numa disputa com sentimento adverso é se preparara para a derrota.
A dobradinha que der não haverá de surpreender.
O governo?
Temos em muitos anos, desde Téo x JL, uma disputa que se anuncia como sendo “voto a voto”.
Não é interior x capital, mas é quase isso, pelo fato de que JHC saiu da prefeitura de Maceió bem avaliado, e Renan Filho tem tentáculos no interior de Alagoas bem enraizados. Alguns que ele herdou de Renan pai e outros já conquistados por ele, como governador.
Quanto às pesquisas que vão sendo publicados, com suas variações, sugiro deixar para os dias que antecedem a votação.
A minha aposta?
Será uma eleição em que o vencedor vai saber bem a dificuldade que teve de ultrapassar.
O perdedor, por sua vez, vai lamentar por ser tão pequena a diferença para o outro.
Se esse cenário pode mudar?
Eu já vi ondas irrefreáveis em campanhas eleitorais aqui em Alagoas - Téo x JL foi assim.
Dependendo do momento em que ela, a onda, acontece, e se acontece, ninguém mais segura.
JHC perdeu o tom no embate com Paulo Dantas
