Condenado por oito homicídios e com penas que já ultrapassam 200 anos de prisão, Albino Santos de Lima, de 44 anos, conhecido como o "Serial Killer de Maceió", voltará a ser julgado em novembro por mais quatro assassinatos. Os crimes ocorreram entre os anos de 2019 e 2020 e serão analisados em três sessões do Tribunal do Júri, marcadas para o Fórum do Barro Duro, na capital alagoana.

O primeiro julgamento está previsto para o dia 4 de novembro. Na ocasião, Albino responderá pela morte de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, assassinado em dezembro de 2019, no bairro Jardim Petrópolis.

O segundo júri acontecerá em 15 de novembro e tratará do duplo homicídio de Antônio de Oliveira Melo Neto, de 36 anos, e Maria Claudiana da Silva, de 35 anos. As vítimas foram mortas a tiros em fevereiro de 2020, no bairro Chã de Jaqueira.

Já no dia 25 de novembro, o acusado enfrentará mais um julgamento, desta vez pelo assassinato de Marcelo Lopes dos Santos, de 29 anos. O crime foi registrado em novembro de 2019, também em um bairro da parte alta de Maceió.

Investigações

Preso desde setembro de 2024, Albino Santos de Lima é apontado pela Polícia Civil como um dos maiores assassinos em série do Brasil. As investigações atribuem a ele 18 homicídios consumados e outras seis tentativas de assassinato, cometidos entre 2019 e 2024 em diferentes bairros da parte alta e da região lagunar de Maceió.

Segundo a polícia, o investigado escolhia, em sua maioria, vítimas que viviam nas proximidades de sua residência e que, na visão dele, tinham ligação com organizações criminosas.

Durante depoimento, Albino afirmou que era "possuído pelo fogo do Arcanjo Miguel" ao cometer os crimes e declarou que desejava ser o "Charles Bronson", em referência ao personagem da série de filmes Desejo de Matar.

Na residência do acusado, os policiais apreenderam uma arma de fogo, munições, balaclava, máscaras, luvas e um aparelho celular. A perícia encontrou no telefone fotografias em túmulos de vítimas, notícias sobre os homicídios e arquivos contendo nomes, imagens e anotações relacionadas aos crimes investigados. Também foram localizadas pastas com registros de sobreviventes e de possíveis futuras vítimas, incluindo uma identificada como "odiadas do Instagram", material que integra a investigação.