Um adolescente de 17 anos foi perseguido e morto a tiros no bairro da Jatiúca, em Maceió. A vítima foi identificada como Gabriel Barbosa Ferreira dos Santos. O caso é investigado como homicídio qualificado e, até o momento, a autoria do crime é desconhecida. Segundo relatos de populares colhidos pela polícia no local da ocorrência, um veículo entrou na Rua Ângelo Martins e passou a perseguir a vítima, que tentou fugir, mas foi alcançada e morta pelos autores.

A Polícia Militar informou que, ao chegar ao local, recebeu de moradores algumas cápsulas deflagradas que, segundo eles, haviam sido recolhidas antes da chegada da perícia.

Durante as diligências iniciais, policiais realizaram buscas por imóveis e estabelecimentos que possuíssem sistemas de monitoramento na região. A equipe localizou câmeras de vigilância instaladas ao longo da via e iniciou a análise das imagens para tentar esclarecer a dinâmica da ação criminosa e identificar os envolvidos.

De acordo com a apuração preliminar das gravações, ao menos quatro pessoas teriam participado da ação. A investigação aponta que três indivíduos desembarcaram do veículo, enquanto o motorista permaneceu no automóvel aguardando a conclusão da execução para possibilitar a fuga do grupo.

Ainda conforme a análise inicial das imagens, um dos envolvidos teria proferido palavras de ordem relacionadas a uma organização criminosa após o crime, como se estivesse comemorando o resultado da ação. A circunstância deverá ser aprofundada durante as investigações.

Consultas aos sistemas policiais indicaram que Gabriel Barbosa Ferreira dos Santos constava como suposto autor de uma tentativa de homicídio. Segundo a polícia, essa informação poderá ser analisada para verificar se há relação com a possível motivação do assassinato.

A Polícia Científica esteve no local e realizou o exame perinecroscópico, com análise técnica do corpo da vítima e dos vestígios encontrados na cena do crime. Durante os procedimentos preliminares, foram identificadas diversas lesões compatíveis com disparos de arma de fogo em diferentes regiões do corpo.

A equipe realizou os primeiros levantamentos, incluindo a identificação de familiares, testemunhas e pessoas que estavam nas proximidades, além da coleta de elementos informativos, registros fotográficos da cena e busca por sistemas de monitoramento que possam contribuir para o esclarecimento da dinâmica do homicídio e da autoria.

O caso está sendo investigado pela Unidade de Atendimento ao Local de Crime 1 (UALC 1), vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de Alagoas.