Depois de alguns dias visitando cidades do interior e conversando com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, suplentes e cabos eleitorais, uma constatação parece cada vez mais evidente: a eleição de 2026 em Alagoas será caríssima.
Tratei sobre o tema em maio, quase sem acreditar no que algumas fontes haviam revelado. Agora, depois de ouvir mais pessoas envolvidas diretamente com a política, a impressão é de que as eleições deste ano vão alcançar cifras inacreditáveis.
Em Maceió, quem tiver 3 mil votos para “entregar” pode levar aproximadamente R$ 1 milhão.
A disputa para deputado federal gira em torno de R$ 50 milhões.
Para o Senado, fala-se em algo próximo de R$ 500 milhões.
A campanha para o governo do Estado poderia atingir estratosféricos R$ 800 milhões.
Esses valores assustadores poderiam ter origem em recursos próprios, públicos ou privados, contabilizados ou não, lícitos ou não, além de emendas Pix, emendas secretas, de bancada e de comissão.
Enfim, a origem do dinheiro pode ser a mais variada.
Mas há uma pergunta inevitável: um gasto dessa magnitude precisa ser recuperado depois ou alguém investe tanto dinheiro apenas pelo desejo de representar a população?
