Essa avaliação ouvi de mais de cinco pessoas envolvidas na eleição ou reeleição para deputado estadual.
Voz geral é que, seja JHC (PSDB) ou Renan Filho (MDB) o governador eleito de Alagoas, os acordos firmados durante a campanha poderão ser descumpridos.
Ambos têm luz própria no dia a dia da política e não possuem um histórico de relação próxima, constante e cotidiana com os parlamentares.
Sabedores disso, aliados da Mesa Diretora, comandada por Marcelo Victor (MDB), e o governador Paulo Dantas (MDB), ex-deputado estadual, montaram uma estratégia inteligente.
Garantiram aos parlamentares e candidatos que poderiam apoiar, para governador, quem fosse melhor para seus projetos, sem o risco de perder espaços na Assembleia ou na máquina estadual.
Mas com um compromisso: apoiar a próxima Mesa Diretora, que será eleita em 2027, naturalmente com os nomes escolhidos pela dupla.
Segundo interlocutores, vários acordos foram firmados dessa forma.
Afinal, assim como em Brasília, o poder dos legisladores sobre o Executivo é imenso. O controle sobre o Orçamento e a distribuição de emendas e cargos seguem a mesma cartilha.
Outro passo foi ampliar os espaços de poder onde fosse possível, de forma a influir e até antagonizar com o Executivo.
Foi o que ocorreu, por exemplo, no Tribunal de Contas de Alagoas.
Bruno Toledo era deputado estadual ligado a Marcelo Victor e Paulo Dantas. Ele foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas (TCE-AL) pela Assembleia em 31 de março de 2026.
A lógica é simples: independentemente de quem vença a eleição para o governo, os deputados querem preservar seus espaços de poder.
