A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da "Operação Metamorfo", que apura a atuação de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
O esquema, investigado desde 2024 a partir de apurações iniciadas em Alagoas, é liderado por um detento que continuava operando a movimentação financeira ilícita de dentro do sistema prisional.
Nesta etapa da operação, a Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A maioria das ordens judiciais foi executada na região metropolitana de Aracaju (SE), além de cumprimentos nos municípios de Tobias Barreto (SE), Guarulhos (SP) e Blumenau (SC).
As investigações começaram em território alagoano após a identificação de que o líder do grupo utilizava uma identidade falsa. A apuração constatou que o investigado já havia sido preso na Paraíba pelo uso do documento adulterado e por tentativa de suborno a agentes de segurança pública.
Mesmo custodiado, ele mantinha a gestão do tráfico e movimentava recursos em contas bancárias abertas com dados falsos.
A nova fase desdobra as ações deflagradas em fases anteriores, a exemplo de etapas que já haviam cumprido mandados de prisão e busca em Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, o objetivo das buscas apreendidas nesta rodada é colher novas provas materiais sobre a estrutura financeira e identificar outros integrantes do grupo que atuavam no suporte logístico do esquema.
Não foram registradas novas prisões durante o cumprimento dos mandados em Santa Catarina e São Paulo, e os materiais recolhidos serão periciados e integrados ao inquérito policial.
