O tio-avô de Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, preso por suspeita de envolvimento na morte da criança, negou o crime durante depoimento prestado nesta terça-feira (7) à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Maceió.
De acordo com a Polícia Civil, Emanuel Vicente, de 46 anos, afirmou aos investigadores que não matou o menino e disse não se recordar do que aconteceu no dia em que a criança desapareceu.
A versão apresentada pelo suspeito, entretanto, contrasta com imagens de câmeras de videomonitoramento reunidas durante a investigação. As gravações mostram Emanuel caminhando ao lado de Peterson no terreno localizado no bairro Cidade Universitária, onde o corpo da criança foi encontrado horas depois.
Segundo a polícia, as imagens registram que, às 18h53 da segunda-feira (6), o suspeito aparece seguindo à frente do menino. Em determinado momento, Peterson cai no chão, levanta-se logo em seguida e continua acompanhando Emanuel, sem receber qualquer auxílio.
Às 19h34, que se 40 minutos depois, as câmeras registram Emanuel deixando o terreno sozinho. Nas imagens, ele aparece usando uma mochila e carregando o que parecem ser sacolas plásticas.
Emanuel foi localizado e preso na manhã desta terça-feira na região da Usina Utinga Leão, em Rio Largo. Após a prisão, ele foi encaminhado para a sede da DHPP, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso
Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de 6 anos, desapareceu na noite de segunda-feira (6), após sair de casa, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. A ausência da criança foi percebida pela mãe quando chegou à residência e não encontrou o filho.
Familiares iniciaram buscas e acionaram a Polícia Civil. Horas depois, por volta das 21h30, o corpo do menino foi localizado em uma área de matagal na região da Forene, próximo ao local onde ele havia sido visto pela última vez.
Na manhã desta terça-feira (7), a Polícia Civil prendeu o tio-avô da criança, apontado como principal suspeito do crime. Segundo a família, o homem era conhecido pelos parentes, frequentava a residência e mantinha convivência com o menino, o que teria feito com que a criança o acompanhasse sem oferecer resistência antes do desaparecimento.
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