A deputada estadual Cibele Moura participou, nesta terça-feira (7), de uma manifestação em defesa dos 158 estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) que correm o risco de perder suas matrículas em razão da discussão judicial sobre o critério regional de ingresso na instituição.
O caso será julgado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) na quinta-feira (9) e pode definir o futuro dos alunos que ingressaram na universidade por meio do vestibular, seguindo as regras previstas no edital vigente à época.
Durante o ato, Cibele destacou que a situação gera insegurança para estudantes que conquistaram suas vagas de forma legal e de boa-fé.
“São 158 alunos que terão o seu destino definido na quinta-feira. Esse processo é uma tristeza. Ninguém sai ganhando: os alunos perdem, o Estado perde, Alagoas perde. Não são só vagas, são 158 vidas”, afirmou.

A parlamentar também defendeu a importância de garantir segurança jurídica aos estudantes e de fortalecer a formação de profissionais alagoanos na universidade estadual.
“É muito importante que Alagoas garanta segurança jurídica e garanta que os profissionais de Alagoas vão ser alagoanos”, ressaltou.
Na Assembleia Legislativa, Cibele já havia levado o tema ao plenário e alertado para os impactos de uma eventual derrubada da lei de sua autoria que reserva parte das vagas da Uncisal para estudantes alagoanos. Segundo a deputada, muitos dos atuais alunos abriram mão de vagas em outras universidades para ingressar na instituição estadual, confiando nas regras estabelecidas pelo processo seletivo.
A parlamentar também chamou atenção para a finalidade da política de regionalização, criada para ampliar a formação de profissionais de saúde vinculados ao estado.
“A Uncisal tem o propósito de formar alagoanos. Alagoas precisa desses profissionais”, defendeu.
Cibele reafirmou que seguirá acompanhando o julgamento e defendendo que os estudantes que ingressaram conforme as regras do edital tenham seus direitos preservados. Segundo ela, o momento exige responsabilidade e respeito à segurança jurídica dos 158 alunos envolvidos no processo.
