Cerca de mil trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem, nesta terça-feira (7), em frente ao Palácio República dos Palmares, no Centro de Maceió, em um ato contra possíveis despejos de famílias que vivem em áreas pertencentes ao antigo Grupo João Lyra.
A mobilização teve início na manhã de segunda-feira (6) e também ocorre em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas. Os manifestantes cobram a continuidade das negociações para garantir a permanência das famílias nas terras onde funcionavam as antigas usinas Laginha e Guaxuma.
Segundo os movimentos envolvidos no ato, mais de 5 mil famílias podem ser impactadas caso sejam cumpridas decisões de despejo nas áreas ocupadas. O grupo reivindica uma reunião com o governador Paulo Dantas (MDB), com o presidente nacional do Incra, César Aldrighi, e com a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.
A manifestação ocorre após a Justiça de Alagoas determinar o encerramento da falência da massa falida do Grupo João Lyra, decisão que trouxe novamente ao debate a destinação das áreas onde estão instaladas as famílias.
Os trabalhadores rurais afirmam que ocupam os terrenos desde 2014 e que, apesar das tratativas envolvendo o Governo de Alagoas, o Governo Federal e representantes da massa falida, ainda não houve um acordo definitivo sobre a situação das terras.
Além do MST, participam da mobilização integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Via do Trabalho (MVT) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Os manifestantes montaram uma estrutura com barracos, cozinhas coletivas e ferramentas de trabalho em frente aos prédios públicos. Segundo os organizadores, ainda não há previsão para o encerramento do acampamento.
Foto: Anidaye/MST Alagoas
