A Polícia Civil de Alagoas e a Corregedoria Geral da Polícia Militar instauraram procedimentos formais de investigação para apurar a conduta de uma guarnição do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). 

A abertura das investigações ocorre após a publicação de um vídeo em que um jovem denuncia que sua mãe, uma mulher de quase 50 anos, foi agredida por militares no bairro do Benedito Bentes.

Segundo o relato do denunciante, a mãe estava em um evento acompanhada de familiares para comemorar o próprio aniversário quando foi atingida por um golpe de cacetete nas costas desferido por policiais que tentavam passar pelo local. 

Ao reclamar da ação e argumentar que bastava pedir licença, a mulher teria sido agredida fisicamente por outros integrantes da equipe. Devido às lesões e hematomas pelo corpo, ela precisou receber atendimento médico em uma unidade hospitalar.

A denúncia aponta ainda que, após a exposição pública do caso na internet nesta quarta-feira (1º), o filho da vítima passou a receber mensagens de intimidação e ameaças. 

O jovem afirmou que manterá a denúncia e que o Ministério Público de Alagoas (MPAL) e a Corregedoria da corporação já foram acionados para acompanhar o episódio.

Em posicionamento oficial conjunto emitido pelas assessorias, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e a Polícia Militar de Alagoas confirmaram o início imediato dos procedimentos apuratórios. 

Enquanto a Polícia Civil ficará responsável pelo inquérito na esfera técnica e criminal, a Corregedoria da PM conduzirá a apuração em caráter administrativo, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa. 

Os envolvidos serão intimados a prestar depoimento nos próximos dias.

Nota da SSP/AL

"A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e a Polícia Militar de Alagoas (PMAL) informam que têm acompanhado, com atenção e responsabilidade, as denúncias envolvendo militares em um evento ocorrido no último fim de semana no Benedito Bentes.

A Polícia Civil já instaurou procedimento investigativo para apurar os fatos com o rigor técnico que o caso exige. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar também conduzirá sua própria apuração, em caráter administrativo, resguardando a todos os envolvidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Em breve, os envolvidos serão chamados a prestar esclarecimentos.

A SSP/AL e a PMAL reafirmam que não compactuam com desvios de conduta, independentemente de quem os pratique, e mantêm sua confiança no trabalho diário da tropa, que segue à disposição da sociedade alagoana.

Os resultados da apuração serão divulgados no momento oportuno, resguardando o sigilo necessário à lisura do processo e a todos os envolvidos."