A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias das mortes de Pedro Nepomuceno dos Santos Neto, de 32 anos, e do filho, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, de 15 anos, encontrados em uma barragem na zona rural de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão do estado. A medida foi adotada após o laudo da Polícia Científica apontar que não foi possível determinar a causa dos óbitos.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (1º), a PCAL informou que o exame pericial não permitiu confirmar nem descartar a hipótese de afogamento. Diante do resultado inconclusivo, a investigação passará a reunir novos elementos para esclarecer a dinâmica do caso.

Segundo o delegado Andrey Araújo, titular da Unidade de Homicídios da 1ª Região, a prioridade é identificar se as mortes ocorreram por causas naturais, acidentais ou se houve intervenção criminosa.

"A hipótese de afogamento não foi descartada, apesar de também não ter sido confirmada. Diante desse cenário, a investigação prosseguirá em busca de outros elementos que possam indicar se houve ou não intervenção criminosa", afirmou.

O delegado explicou que as primeiras diligências incluem a oitiva de familiares e de possíveis testemunhas. Outras medidas investigativas poderão ser adotadas à medida que novas informações surgirem.

Ainda conforme a PC, a análise dos laudos periciais será complementada pelos depoimentos e demais provas reunidas durante o inquérito, com o objetivo de esclarecer, de forma técnica, a dinâmica das mortes e, caso seja constatado um crime, identificar os responsáveis.

Relembre o caso

Pedro Nepomuceno dos Santos Neto e o filho, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, foram encontrados mortos na manhã da última segunda-feira (29), em uma barragem na zona rural de Delmiro Gouveia, um dia após desaparecerem.

De acordo com o relatório encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, pai e filho haviam sido vistos pela última vez no domingo (28), nas proximidades do Rio São Francisco. Os corpos foram localizados por equipes do Corpo de Bombeiros.

Segundo o médico-legista Jack Emerson Viana, os corpos apresentavam graves lesões provocadas pela ação de animais aquáticos, principalmente nas regiões da face e do pescoço. Além disso, o avançado estado de decomposição comprometeu a realização dos exames periciais.

Por causa dessas condições, a Polícia Científica informou que não foi possível confirmar nem descartar o afogamento, mantendo a causa das mortes oficialmente inconclusiva. Agora, caberá à Polícia Civil aprofundar a investigação para esclarecer o que aconteceu com pai e filho.