Os exames periciais realizados nos corpos de Pedro Nepomuceno dos Santos Neto, de 32 anos, e do filho, Pedro Nepomuceno dos Santos Teixeira, de 15, não foram suficientes para determinar a causa das mortes. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) pela Polícia Científica de Alagoas, após a conclusão dos procedimentos no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.
Pai e filho foram encontrados na manhã da última segunda-feira (29), em uma barragem na zona rural de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão alagoano, um dia após terem sido dados como desaparecidos.
De acordo com o relatório encaminhado ao IML, os dois desapareceram no domingo (28), depois de serem vistos nas proximidades do Rio São Francisco. Os corpos foram localizados por equipes do Corpo de Bombeiros e levados ao instituto para a realização dos exames cadavéricos.
Segundo o médico-legista Jack Emerson Viana, os corpos apresentavam graves lesões provocadas pela intensa ação de animais aquáticos, principalmente nas regiões da face e do pescoço. Além disso, o avançado estado de decomposição, decorrente da permanência na água, comprometeu a análise pericial e impediu a identificação técnico-científica da causa da morte.
Ainda conforme o legista, diante das condições em que os corpos foram encontrados, não foi possível confirmar nem descartar a hipótese de afogamento. Assim, a causa dos óbitos permanece oficialmente inconclusiva.
A Polícia Científica destacou que os laudos periciais são elaborados exclusivamente com base em evidências técnicas e científicas, seguindo os protocolos da Medicina Legal, sem qualquer conclusão que não esteja amparada pelos elementos encontrados durante a perícia.
O laudo definitivo será encaminhado à Delegacia Regional de Delmiro Gouveia, responsável pela investigação do caso. O documento deverá subsidiar o trabalho da Polícia Civil, que continua apurando as circunstâncias das mortes.
