São tantos, aqui em Alagoas, os casos de família que fazem da política seu meio de vida que a lista tomaria todo o espaço desse texto.
Falamos de clãs - de várias gerações - que fazem da atividade, quase nunca com competência e trabalho, um jeito de se dar bem. Claro que há os vocacionados e dedicados, mas convenhamos, são exceções.
Essa, é bem verdade, não é apenas uma tradição alagoana ou brasileira, mas por aqui a turma abusa, exatamente por não preparar adequadamente a sucessão.
Os que assumem a “herança”, quase sempre ganha de graça o eleitorado, quase sempre de redutos muito pobres e dependentes dos personagens – que fazem bem menos do que poderiam, até para manter essa dependência.
Quando acontecem os embates, nunca é por diferença ideológica – como nos casos dos Gomes e dos Bolsonaros, em defesa da família -, mas para definir quem é que fica com o butim.
Se me permitem: não culpemos os pobres por isso, mas a pobreza de sempre.
