O líder da educação de Alagoas, na Câmara dos Deputados, Rafael Brito, propôs a criação de uma nova bolsa de incentivo educacional destinada aos estudantes que apresentarem destaque no desempenho escolar, com base nas notas das disciplinas de português e matemática. O projeto prevê que a concessão do benefício seja feita de forma bimestral e o estudante terá direito ao recebimento enquanto mantiver a média mínima definida no edital.
De acordo com o deputado federal por Alagoas, o objetivo é transformar o esforço e a dedicação dos estudantes em uma política permanente de valorização da aprendizagem, criando um ciclo positivo dentro das escolas públicas e garantindo que o incentivo esteja diretamente ligado à continuidade do bom desempenho acadêmico.
“Precisamos reconhecer quem se dedica, quem supera dificuldades e quem busca melhorar seu desempenho. A educação precisa oferecer oportunidades para todos, mas também deve criar mecanismos para valorizar aqueles que avançam e alcançam bons resultados. Essa bolsa será um estímulo para que nossos jovens tenham cada vez mais compromisso com os estudos”, afirmou Rafael Brito.
A nova bolsa funcionaria como um complemento aos programas de permanência estudantil já existentes, como o Cartão Escola 10, de Alagoas, e o Pé-de-Meia, do Governo Federal, que atualmente têm foco principal na permanência dos estudantes, especialmente do ensino médio.
Para Rafael Brito, além de combater a evasão escolar, é necessário avançar em políticas que estimulem a melhoria da aprendizagem. “Os programas de transferência de renda provaram que conseguem manter o aluno dentro da escola. Agora precisamos dar um passo além: incentivar o aprendizado, premiar a evolução e mostrar que estudar abre portas”, destacou.
Criado em Alagoas durante a gestão de Rafael Brito à frente da Secretaria de Estado da Educação, o Cartão Escola 10 se tornou uma das principais políticas de incentivo à permanência escolar do estado. Atualmente, o programa beneficia mais de 121 mil estudantes da rede estadual, com pagamentos vinculados à frequência escolar.
No âmbito federal, o Programa Pé-de-Meia também apresentou resultados positivos no enfrentamento à evasão. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), a iniciativa contribuiu para reduzir o abandono escolar no ensino médio, a taxa de evasão caiu de 6,4% em 2024 para 3,6% em 2025, uma redução de 43% no período. O programa já alcançou milhões de estudantes da rede pública brasileira.
Rafael Brito pontuou ainda que a experiência dessas políticas mostra que o investimento direto no estudante gera impacto real, mas deve ser acompanhado de ações que fortaleçam a qualidade do ensino. “A permanência é fundamental, mas o nosso desafio agora é garantir que o aluno esteja aprendendo. Português e matemática são a base para todas as outras áreas do conhecimento e precisam receber uma atenção especial”, concluiu.




