Ainda pouco conhecida por parte da população, a medicina hiperbárica tem ampliado seu espaço como aliada em diferentes tratamentos ao utilizar altas concentrações de oxigênio para favorecer a recuperação do organismo. Na Hiperbárica Santa Casa, a tecnologia é aplicada como suporte terapêutico em condições clínicas que exigem maior oxigenação dos tecidos e estímulo aos processos naturais de recuperação.

A terapia consiste na administração de oxigênio a 100% dentro de uma câmara com pressão superior à atmosférica. Segundo a médica infectologista Clécia Nunes, da Santa Casa de Maceió, esse aumento na disponibilidade de oxigênio permite que ele alcance com mais eficiência áreas do corpo onde há deficiência de oxigenação.

Clécia Nunes, médica infectologista da Santa Casa de Maceió

“Quando aumentamos a oferta de oxigênio, conseguimos melhorar a chegada desse elemento aos tecidos e estimular mecanismos importantes para a recuperação, como produção de colágeno, formação de fibroblastos e redução do edema”, explica.

Entre as principais indicações da oxigenoterapia hiperbárica estão feridas de difícil cicatrização, infecções ósseas como osteomielite, pé diabético, alguns casos de pós-operatório com risco de comprometimento da circulação e situações que exigem suporte adicional ao processo de cicatrização.

O início do tratamento acontece sempre após avaliação médica especializada. Na Hiperbárica Santa Casa, o paciente encaminhado passa por análise clínica para identificar se existe indicação para a terapia e definir o número de sessões necessárias.

A Hiberbárica Santa Casa conta com câmara individual e também com equipamento multiplace, capaz de atender até oito pessoas simultaneamente

Na Santa Casa de Maceió, o serviço está disponível para pacientes do SUS, particulares e por meio dos planos de saúde, conforme critérios clínicos e indicações reconhecidas para a terapia. O acesso acontece mediante encaminhamento médico e avaliação especializada para definição da conduta mais adequada.

Na prática, o procedimento ocorre dentro de uma câmara hiperbárica, ambiente pressurizado onde o paciente permanece respirando oxigênio puro durante cerca de 90 minutos. A estrutura da Santa Casa de Maceió conta com câmara individual e também com equipamento multiplace, capaz de atender até oito pessoas simultaneamente. Durante as sessões, protocolos específicos de segurança orientam o uso de vestimenta adequada e restringem a entrada de objetos metálicos e eletrônicos.

Apesar dos benefícios, Clécia reforça que a oxigenoterapia hiperbárica não substitui tratamentos convencionais e deve ser compreendida como uma terapia complementar.

“Ela atua junto com outras condutas médicas. Em situações como o pé diabético, por exemplo, é necessário controlar a doença de base, manter acompanhamento clínico e realizar os demais cuidados indicados. A hiperbárica potencializa esse processo, mas não atua sozinha”, destaca.

Terapia hiperbárica utiliza oxigênio 100% purpo para p tratamento de diversas patologias, como opé diabético

Além das aplicações em tratamentos eletivos, a tecnologia também possui papel importante em situações específicas de urgência, como a doença descompressiva, condição que pode acometer mergulhadores após alterações bruscas de pressão e que exige atendimento especializado.

A especialista também esclarece que, apesar da associação frequente da terapia com promessas estéticas divulgadas na internet, não existe indicação reconhecida para fins exclusivamente estéticos. Em algumas situações, porém, o recurso pode ser utilizado para auxiliar na recuperação de cirurgias plásticas ou transplantes capilares, sempre mediante avaliação médica.

Por envolver condições clínicas específicas, nem todos os pacientes podem realizar o tratamento. Alterações auditivas, doenças respiratórias descompensadas, algumas condições neurológicas, problemas cardíacos e gestação estão entre as situações que exigem análise individual.

SANTA CASA 175 ANOS – Em setembro, a Santa Casa de Maceió celebra 175 anos de fundação. Consolidada como um complexo hospitalar, a instituição reúne unidades como a Santa Casa Farol e a Santa Casa Nossa Senhora da Guia, oferecendo ambulatórios, prontos atendimentos 24 horas, centro de diagnósticos, terapia intensiva, assistência em cardiologia clínica e acompanhamento pós-operatório de cirurgias cardíacas.

Aliando tradição e inovação, o hospital também se destaca pela utilização do primeiro robô cirúrgico de Alagoas. Mais informações podem ser acessadas no site www.santacasademaceio.com.br