A Justiça Eleitoral brasileira tem demonstrado capacidade para reagir com rapidez diante de abusos digitais. Mas o momento exige um passo além: identificar, investigar e responsabilizar os financiadores das fábricas de desinformação. O combate às fake news não estará completo enquanto os patrocinadores dessas operações permanecerem ocultos.
Quem financia a mentira para influenciar eleições não está exercendo liberdade de expressão. Está tentando fraudar o debate público e contaminar a vontade popular. E isso exige resposta firme, exemplar e à altura da gravidade do problema.
Em Alagoas, a proliferação de páginas anônimas, perfis falsos, grupos de disparo em massa e conteúdos produzidos exclusivamente para atacar adversários políticos já não pode ser tratada como simples excesso de militância digital. Existe método, organização e, sobretudo, recursos financeiros envolvidos.
Ninguém mantém estruturas permanentes de desinformação sem dinheiro. Ninguém impulsiona campanhas de ataques coordenados sem que haja interesses políticos por trás. A questão central deixou de ser quem publica. A questão é descobrir quem financia.