Assim como no futebol, na política existe uma  lógica plausível: para se vencer disputas, é necessário a formação de equipes fortes, atletas estratégic@s,  com competência para marcar posição, ao  driblar, com destreza, e coragem os imprevistos surgidos em campo.

E qual o papel de quem coordena o processo, ou seja, o técnico, ou técnica?

É bem simples, ou deveria ser.

É valorizar os talentos, sem as interferências , ou interesses próprios, que tanto atrapalham a convocação  de potenciais jogador@s.

E um dos pontos que tem valor real ( ou deveria ter)  é o capital político adquirido ao longo da caminhada.

O fato é que o técnic@, em uma posição de poder,  ao ignorar, ou fazer vistas grossas, para  as potencialidades de determinad@s atletas do time, seja,  homens e mulheres,  inviabilizando-@s, no banco de reservas, está desperdiçando talentos.

É tipo dar um tiro no próprio pé.

No caso da política, na terra dos Marechais, Alagoas, as mulheres protagonistas são ‘engavetadas’, ‘dissociadas’ , dos espaços decisórios, lembradas, como ‘animadoras’ de torcida, consolidando, assim, até social e pacificamente, a postura conservadora do patriarcado local.

Mas, cadê as feministas alagoanas, que não discutem a violência política de gênero?

Voltando ao futebol: Analisemos o caso do atleta Endrick, no jogo Brasil x Marrocos, do sábado, 13 de junho. 

Mesmo muito jovem, o jogador , com sua competência em ocupar espaços de decisão, ( no caso marcação de gols), poderia ter equilibrado  o jogo, positivamente, para o Brasil, mas o ‘técnico estrangeiro’ fez ouvidos moucos, aos pedidos da torcida e preferiu deixá-lo no banco de reservas

Punição?!

Política e futebol são  interpretadas nos detalhes e nos contextos.

Conclusão: Assim como Endrick, com sua habilidade de finalização, força física e capacidade de decisão poderia ter sido uma arma ofensiva, reforço importante,  para decidir a inocuidade do jogo, em uma disputa tão importante, quanto a  Copa do Mundo, mulheres na política são  elos ultra necessários para o equilíbrio de qualquer time.

E, mulheres, com o capital politico de  Jó Pereira, decidem o jogo, jogando, e não, como adereço, em  bancos de reservas.

Afinal, lugar de mulher, em Alagoas,  é realmente, onde ela quiser, ou, ainda,  são os homens que continuam a decidir isso?

É?