Prefeito Rodrigo Cunha, ainda é domingo, e para não perder o fio da conversa, esta ativista, Arísia Barros quer te  falar sobre uma nossa conterrânea.

A conterrânea  tem nome, um histórico carregado da ancestralidade negra potente e revolucionária de  mundos díspares, subiu ao podium, consagrada nacionalmente, por conta do  pioneirismo na luta negra feminista  e , olha que legal, é filha da capital Maceió, solo pátrio.

E tem mais um adendo, incomensuravelmente, importante, Prefeito Rodrigo Cunha, logo, logo graças a proposição do Deputado Federal Paulão, junto a Câmara de Deputados, nossa ilustre conterrânea entrará para o Livro de Aço, como a primeira mulher negra alagoana, titulada como Heroína da Pátria Brasileira.

Já sabe de quem estou falando, Prefeito Rodrigo Cunha?

Não, então vamos direto ao ponto: Como heroína da Pátria, a sufragista, maceioense, sindicalista, escritora, datilografa, jornalista e personagem marcante da história do Brasil e das mulheres negras brasileiras, invisibilizada, nos livros didáticos e currículos escolares, figura chave na luta pelo voto feminino  no Brasil, Almerinda Farias Gama  não é merecedora de  homenagem,  com afixação de uma estátua em praça pública, em sua terra natal?

Quanto custa uma Estátua homenagem,  diante da magnitude da  vida e obra de Almerinda Farias Gama, para que hoje TODAS as mulheres tenham direito ao voto.

Maceió só tem a ganhar.

Vamos conversar sobre isso, prefeito, Rodrigo Cunha?!