Maceió registrou, em apenas quatro dias, o equivalente a 11% de toda a média histórica de chuva esperada para o mês de junho.
Os dados foram consolidados pelos órgãos de monitoramento meteorológico nesta quinta-feira (4), após a sequência de precipitações que atingiu a capital alagoana e a faixa litorânea do estado desde o início da semana.
O volume concentrado acendeu o sinal de alerta nas equipes técnicas de proteção e defesa civil. Junho é historicamente um dos meses mais chuvosos do ano na Região Metropolitana de Maceió, e o alcance desse percentual em um intervalo de 96 horas demonstra a intensidade do sistema meteorológico que atua sobre a costa leste do Nordeste.
De acordo com os boletins das salas de alerta, a medição dos pluviômetros espalhados pelas diversas regiões da capital aponta que as pancadas de chuva ocorreram de forma contínua, elevando o nível de umidade do solo. Esse cenário reduz a capacidade de absorção do terreno, aumentando o potencial para ocorrências urbanas.
Apesar do acumulado expressivo em curto espaço de tempo, a Defesa Civil Municipal informou que os chamados registraram apenas ocorrências de menor gravidade.
A atenção principal segue voltada para o monitoramento das encostas nos bairros periféricos e nos principais pontos de alagamento crônico da parte baixa e alta da cidade.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a capital sob aviso de "perigo potencial" devido às condições atmosféricas instáveis.
A previsão indica que as chuvas de intensidade moderada devem persistir, com acumulados que podem somar novos milímetros ao indicador mensal até o final do próximo domingo (7).
As autoridades recomendam que os moradores de áreas consideradas de risco fiquem atentos a sinais de movimentação de terra, rachaduras em paredes ou inclinação de postes e árvores. Casos de emergência devem ser comunicados imediatamente pelos telefones 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
