A prisão do influenciador digital conhecido como “PTK” é o principal desdobramento da Operação Morro do Alemão, deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (3) em Alagoas. 

A ação tem como alvo a cúpula da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e aponta uma tentativa do grupo de infiltrar representantes no cenário político local.

Conforme os dados detalhados pelo diretor da Dracco, delegado Igor Diego, a operação coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL) cumpre 51 mandados judiciais e já contabiliza nove prisões distribuídas entre Maceió, Marechal Deodoro e o Rio de Janeiro.

"Essa operação tem por finalidade prender integrantes da cúpula do Comando Vermelho que vêm buscando expansão territorial em Alagoas, bem como apoio político para que tenha expansão da sua facção aqui no estado", destacou o delegado por meio de vídeo divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

As investigações apontam que "PTK" teria sido escalado pelo principal líder do Comando Vermelho no estado, conhecido como "Nem Catenga", com a missão de disputar uma vaga na Câmara de Vereadores de Maceió no pleito de 2024 para garantir uma representação direta da facção no parlamento municipal. 

Atualmente, o influenciador utilizava suas redes sociais para se posicionar como pré-candidato a deputado federal.

Ao todo, a 17ª Vara Criminal da Capital expediu 21 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. 

O cerco policial foi montado com base em provas técnicas obtidas em um trabalho conjunto entre a Dracco, o Batalhão de ROTAM e a Chefia de Inteligência da SSP.

A ofensiva mobilizou um forte aparato das Polícias Civil e Militar, incluindo equipes do BOPE, Choque, CORE, Tigre e o suporte aéreo do Departamento Estadual de Aviação (DEA). 

Como os mandados ainda estão sendo cumpridos nas ruas, novos balanços devem ser divulgados pelas forças de segurança no decorrer do dia.