Antes do início dos Diálogos Afro Pedagógicos, que aconteceram, no  25 de maio, Dia da África, eu, Wellington  e a  Lilian jovem fotógrafa, que nos acompanhava, fomos convidados, ao almoço no refeitório da  Escola Estadual Rosa Maria da Fonseca, no município de Marechal Deodoro.

Wellington  e a  Lilian são parceiros, gentilmente cedidos pela secretária, Marília Albuquerque para nos acompanhar em mais uma missão.

Já a porta o cheiro bom da comida  despertou memórias olfativas.

Será comida de mãe,  que acolhe, prazerosamente as muitas fomes, seja, física,  emocional, ou, as mais variadas?

As muitas fomes  de  um monte de meninos e meninas, com  apetite voraz, que esperavam, em  fila indiana, para se servirem.

Você tem fome de quê?

As merendeiras simpaticíssimas, para garantir higiene e segurança, na manipulação dos alimentos, vestiam  suas toucas brancas, e,  sorriam, acolhedoras, igualzinho ao tempero da  comida no prato: leve e saudável.

-Podem entrar. Não precisam ficar na fila. Vamos servi-l@s, afinal, são convidad@s da Escola:- disseram elas, servindo  nosso almoço no nostálgico prato de plástico azul, (alguém lembra?), evocando o verdadeiro sabor da comida afetiva. 

A Escola Estadual Rosa Maria da Fonseca, gradativamente, vem  substituindo os pratos de plásticos por práticas bandejas de alumínio, com divisórias, para os alimentos..

Uma explosão de lembranças cheias de sabor, invadiu paladares e a  conversa à mesa,  e até rimos um bocado, ao fazer o comparativo  do Qsuco com bolacha seca, cardápio, que perdurou por várias gerações, para o frango ao molho, acompanhado de um arroz primoroso, servidos pelas eficientes merendeiras.

De dar  água na boca!

A comida é tão boa, que parece restaurante.- disse Wellington, o cabra motorista, satisfeito.

-Enchi o bucho.- falou Lilian, a moça fotógrafa rindo, que, no carro, reclamava do ronco incômodo no estômago.

Almoçar no refeitório da  Escola Estadual Rosa Maria da Fonseca, no município de Marechal Deodoro foi um momento icônico , tanto por nos transportar em uma viagem no tempo, como , também, observar a amorosidade das moças cozinheiras, e,  foi  possível notar que, pelo cuidado  investido, o alimento feito na escola, mais do que saciar ‘estômagos que roncam’ é um guia alimentar de primeira qualidade.

Agasalha, muitas fomes.

Esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, agradece a  direção  Wanessa Vieira e Luís Carlos. e as merendeiras, por essa experiência extremamente prazerosa.

Muito legal!