Que Alagoas é a terra, ou a República  dos Marechais, todo mundo sabe.

Que o patriarcado é uma casta seleta  e dominante é algo incontestável.

A ética dominante da política alagoana é legislada, regulada e controlada por um poder autoritário naturalizado, aceito, com um amém, até pela sociedade civil (organizada?)

Patriarcado parido no  útero da República Herdeira, que dissocia, fragmenta e minimiza a representação política dos que ‘não são homens-brancos-heterossexuais, para manter em funcionamento a máquina de subjugação androcêntrica.’

Hegemonia.

Na construção  do poder as mulheres sofreram e ainda sofrem, coerção tóxica, agressão predatória, esvaziamento das oportunidades, repressão intimidatórias, mas, resilientes seguem….

Dito isso, apesar de Aqualtune, Almerinda Farias Gama, Lily Lages, Selma Bandeira, Heloisa Helena na República dos Marechais, a participação das  mulheres no palco político, ainda funciona como coadjuvação.

Por quê?

As feministas alagoanas seguem silenciosas e silenciadas.

Mas, como toda regra tem exceção, no jogo político alagoano, ainda há vozes cirúrgicas, com fortes argumentos, que, mesmo com vivências próximas, fomentam  novos  letramentos, visando o fortalecimento do espaço de representação feminina, no poder patriarcal das Alagoas, como Jó Pereira, que revolucionou,  a Casa de Tavares Bastos, com ideias e políticas essenciais e necessárias para a sociedade.

Você lembra?.

Mulheres, como Jó Pereira, são importantes no cenário patriarcal, da política, em Alagoas.