O jornal Estadão publicou nesta quinta-feira (22) uma reportagem sobre a investigação aberta pelo Ministério Público de Alagoas para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo a Federação Alagoana de Futebol (FAF), atualmente presidida por Felipe Feijó, filho de Gustavo Feijó, diretor de futebol masculino da CBF e ex-presidente da entidade alagoana.

A matéria nacional afirma que o MP notificou a FAF e a CBF para prestarem esclarecimentos sobre denúncias relacionadas à utilização de recursos públicos, falta de transparência financeira, possíveis conflitos de interesse e atuação de institutos privados ligados à gestão da federação.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagem do jornalista Lúcio de Castro revelar suspeitas envolvendo os institutos IFPP e IFAGP, apontados como estruturas paralelas utilizadas para administrar recursos e projetos esportivos ligados à federação.

Embora Gustavo Feijó afirme não ter relação com a atual gestão da FAF, o nome do dirigente aparece no centro da repercussão política e esportiva do caso por sua ligação histórica com a entidade e pelo cargo estratégico que ocupa atualmente na CBF.

“Não tenho qualquer relação com a federação desde que deixei a presidência. Meu filho preside”, afirmou Gustavo Feijó ao Estadão.

Segundo a reportagem, o Ministério Público quer saber se a CBF tinha conhecimento formal da atuação dos institutos investigados, além de questionar eventuais repasses financeiros, convênios, auditorias e mecanismos de fiscalização sobre a FAF.

O procedimento administrativo foi instaurado no último dia 18 de maio. Já no dia 19, o MP enviou notificações formais à CBF e à Federação Alagoana de Futebol. O prazo para resposta é de 20 dias.

A reportagem do Estadão também destaca que a CBF repassou mais de R$ 42 milhões às federações estaduais em 2025. Apenas a FAF recebeu, segundo dados oficiais, R$ 1,73 milhão no ano passado e R$ 2,4 milhões em 2024.

Em nota anterior, a FAF negou irregularidades e afirmou que os institutos possuem personalidade jurídica própria e atuam de forma complementar em projetos esportivos e de fomento ao futebol.