Um homem suspeito de armazenar mais de 300 arquivos de pornografia infantojuvenil tentou destruir o próprio aparelho celular ao notar a chegada da polícia, na manhã desta sexta-feira (15), em Arapiraca.
O flagrante ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão realizado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e pela Polícia Civil (PCAL).
Ao perceber a presença das equipes, o indivíduo correu e descartou o celular em um balde com água, na tentativa de inutilizar o acervo digital que o incrimina.
O aparelho foi recuperado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dinpol) e passará por perícia técnica para o resgate das imagens e vídeos de exploração sexual.
A operação foi coordenada pela promotora de Justiça Viviane Farias, da Promotoria da Infância e da Adolescência, e pelo delegado Rodrigo Temóteo.
Segundo o MPAL, o suspeito era monitorado por supostamente possuir e catalogar centenas de arquivos envolvendo crianças e adolescentes. O proprietário do imóvel foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento e foi interrogado.
Para a promotora Viviane Farias, a reação do suspeito reforça a suspeita sobre o conteúdo ilícito no dispositivo.
“A ação dele já é uma prova de que no aparelho há coisas ilícitas. Nosso intuito é identificar e punir quem utiliza corpos de crianças e adolescentes para comercialização ou satisfação sexual”, afirmou a representante do Ministério Público por meio de nota.
O caso faz parte de uma ofensiva coordenada para combater crimes de abuso e exploração sexual no Agreste alagoano.
O Ministério Público ressaltou que as investigações não se encerram com o cumprimento deste mandado, visando desarticular possíveis redes de compartilhamento de conteúdo pornográfico.
O material apreendido será submetido a análise laboratorial para subsidiar a continuidade do processo criminal. O suspeito permanece à disposição das autoridades para os procedimentos cabíveis.
