Enquanto o Brasil abriu 228.208 novas vagas com carteira assinada em março de 2026, Alagoas seguiu na direção oposta e fechou o mês com saldo negativo de 5.243 postos de trabalho, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado coloca o estado entre as três únicas unidades da federação que registraram mais demissões do que contratações no período, ao lado de Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338). No cenário nacional, 24 dos 27 estados tiveram desempenho positivo, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que lideraram a geração de empregos.

No país, o saldo positivo de março foi resultado de 2,52 milhões de admissões contra 2,29 milhões de desligamentos. Com isso, o Brasil acumula mais de 613 mil novas vagas formais no primeiro trimestre de 2026 e ultrapassa 49 milhões de vínculos com carteira assinada ativos.

Apesar do avanço nacional, o desempenho de Alagoas acende um alerta sobre a dinâmica do mercado de trabalho local, que destoou da tendência de crescimento observada na maior parte do país. No cenário brasileiro, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos, seguido pela Construção, Indústria e Comércio, enquanto a Agropecuária registrou retração.

Os dados também mostram que, em nível nacional, a maior parte das vagas foi ocupada por jovens de até 24 anos e por trabalhadores com ensino médio completo, além de uma participação maior de mulheres na geração de empregos no mês.

Mesmo diante do crescimento geral no país, o resultado negativo em Alagoas evidencia desafios específicos na economia estadual, reforçando a necessidade de acompanhamento mais atento das políticas de geração de emprego e renda.

 

*com informações do MTE