A voçoroca na Mata do Rolo, em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, avançou de forma significativa e já representa risco direto à população e à infraestrutura urbana, segundo informativo técnico concluído nesta quarta-feira (22) pela Defesa Civil de Maceió. Há residências a menos de oito metros da borda da área afetada.

De acordo com o levantamento, a feição erosiva, caracterizada pela degradação profunda do solo causada principalmente pela ação da água, encontra-se em estágio avançado de desenvolvimento. Entre 2016 e 2026, a área impactada cresceu de 990 m² para aproximadamente 7.600 m², com volume estimado de material erodido superior a 486 mil metros cúbicos. A projeção técnica indica que, mantido o ritmo atual, a área pode atingir cerca de 15 mil m² até 2030.

O estudo aponta que o avanço do processo erosivo resulta da combinação de fatores naturais e da ação humana. O solo da região é classificado como altamente suscetível à erosão, enquanto o regime de chuvas intensas contribui para o agravamento do quadro. O documento destaca ainda a ocupação urbana desordenada, a ausência de sistemas adequados de drenagem e o lançamento irregular de águas pluviais e efluentes como agravantes.

A situação é considerada crítica, especialmente devido à proximidade da voçoroca com residências, o que aumenta o risco de desabamentos e danos estruturais. Diante desse cenário, a Defesa Civil recomenda a adoção imediata de medidas emergenciais.

Entre as ações indicadas estão o monitoramento contínuo da área, a proibição de novas construções na zona de risco, a intensificação da fiscalização ambiental e a execução de obras definitivas de contenção. O órgão também ressalta a necessidade de implantação de sistemas adequados de drenagem e saneamento básico para reduzir o fluxo de água direcionado à voçoroca e conter o avanço da erosão.

Segundo o informativo, a ausência de intervenções pode resultar em impactos ambientais, sociais e econômicos de grande magnitude, incluindo o comprometimento de edificações e riscos à vida da população. A Defesa Civil reforça que o enfrentamento da situação exige ação integrada entre os órgãos competentes e deve ser tratado em caráter emergencial, diante da rápida evolução do processo erosivo.

*Com assessoria