A Comissão de Amigos de Claudia Pollyanne, representada pelo advogado Napoleão Lima Júnior, divulgou na manhã desta sexta-feira (17) um manifesto de repúdio à estratégia da defesa de Soraya Pollyanne, ré no processo que apura a morte da sobrinha em uma clínica de reabilitação.

No documento, o grupo rebate declarações que classificaram os mobilizadores como “caluniadores” e “lacradores”. Segundo a comissão, as falas buscam desviar o foco das denúncias de tortura e maus-tratos relacionadas ao caso, além de desqualificar o trabalho técnico do Ministério Público.

A comissão também contesta a narrativa de que promotores teriam sido “induzidos ao erro” por influenciadores. De acordo com o texto, essa versão não se sustenta diante das provas reunidas por órgãos como a Polícia Civil, a Polícia Científica e a Vigilância Sanitária.

O manifesto destaca que o grupo é formado por cidadãos e profissionais, entre eles o jornalista Guilherme Carvalho Filho e o empresário Guigo Rodas, que atuam de forma espontânea e sem fins lucrativos. A motivação, segundo a comissão, é a busca por justiça diante de um crime que teve repercussão em Alagoas.

O documento também menciona o cenário da clínica onde Claudia Pollyanne estava internada. Relatos de ex-internos apontam funcionamento irregular e a ocorrência de violações de direitos fundamentais no local.

Para a comissão, o fato de a ré ter custeado a internação não a isenta do dever de zelar pela integridade da vítima, especialmente diante de alertas prévios sobre as condições do estabelecimento.

O advogado Napoleão Lima Júnior afirma ainda que eventuais medidas cíveis adotadas pela defesa contra os amigos da vítima não interferem na investigação criminal e não irão intimidar a atuação do grupo.

“A sociedade exige respostas concretas”, diz o manifesto, que reafirma confiança nas instituições e a continuidade da mobilização por responsabilização no caso.