A corrida presidencial de 2026 registra um novo ponto de inflexão com a divulgação da pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira (15).
Pela primeira vez na série histórica, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno, alcançando 42% das intenções de voto contra 40% do petista.
Embora os números configurem um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado consolida uma trajetória de ascensão do senador, que em março aparecia em igualdade absoluta (41% a 41%) com o atual ocupante do Planalto.
O levantamento aponta ainda que 16% dos eleitores optariam por branco ou nulo e 2% permanecem indecisos diante deste embate direto.
No cenário de primeiro turno, Lula mantém a dianteira com 37%, seguido por Flávio com 32%.
A terceira via aparece pulverizada, com Ronaldo Caiado (PSD) registrando 6% e Romeu Zema (Novo) com 3%, enquanto indecisos e votos brancos ou nulos somam 16%.
Um dado crucial para as campanhas é o índice de cristalização do voto: 57% dos entrevistados afirmam que a escolha já é definitiva, enquanto 43% admitem que ainda podem mudar de opinião até o dia da eleição.
A pesquisa também testou a força de Lula contra outros nomes da direita e do centro, revelando que o presidente venceria todos os demais oponentes no segundo turno, com as distâncias mais curtas registradas contra Zema (7 pontos) e Caiado (8 pontos).
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-09285/2026, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril.
O cenário detalhado pela Genial/Quaest reforça a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo, ao mesmo tempo em que isola outros candidatos como Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante), que figuram com 24% e 23%, respectivamente, em simulações contra o atual presidente.
Com um intervalo de confiança de 95%, o levantamento sinaliza que a disputa pela reeleição entra em uma fase de incerteza estatística, com o herdeiro político de Jair Bolsonaro capturando uma fatia do eleitorado que coloca em xeque o favoritismo governista.
