Em entrevista recente à Rádio Gazeta, Lucas Barbosa defendeu a urgência de melhorias na infraestrutura hídrica e sanitária de Alagoas. Durante sua fala, Barbosa enfatizou que o acesso ao saneamento básico não deve ser tratado como um benefício acessório ou "luxo", mas sim como um direito fundamental de todo cidadão e um dever intransferível do Estado.

Para fundamentar a necessidade de mudanças imediatas, o advogado apresentou dados alarmantes sobre a realidade do setor no estado. Segundo Lucas, o desperdício e a falta de cobertura atingem níveis severos.  

Ele explicou que cerca de 46% da água captada em Alagoas é perdida antes de chegar às torneiras, devido a falhas e vazamentos nas redes de distribuição e que apenas 17% da população alagoana possui acesso a sistemas de coleta de esgoto.

O advogado ressaltou que esse cenário impacta negativamente a rotina da população de forma indistinta, atingindo moradores da capital e do interior, bem como das zonas urbana e rural.

Questionado pelos jornalistas Vilceia Melo e Luciano Amorim sobre os caminhos para a universalização dos serviços, Lucas apontou que a colaboração com a iniciativa privada é uma estratégia viável, desde que acompanhada de uma fiscalização rigorosa.

"O Setor Privado deve ser um parceiro no atingimento das metas de universalização, e é justamente por isso que precisamos cobrar resultados das concessionárias que já estão em operação em nosso Estado", afirmou.

Para ele, além da cobrança por metas e eficiência, é necessário um exercício de análise histórica e técnica sobre o sistema atual.

"Compreender como chegamos até aqui é o primeiro passo para mudar", concluiu Lucas, reforçando a importância de um planejamento sólido para reverter os indicadores negativos de Alagoas.