O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) protocolou, nesta terça-feira (08), um pedido formal de audiência com o prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Podemos).
O objetivo é discutir a situação crítica dos moradores dos Flexais (de Baixo e de Cima), Quebradas, Marquês de Abrantes, Vila Saem e Bom Parto. O movimento defende a realocação dessas populações com indenizações justas, baseando-se no conceito de "risco de ilhamento socioeconômico".
No ofício, o MUVB destaca o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Braskem, concluída em maio de 2024, da qual o atual prefeito participou ativamente enquanto senador.
O documento recomenda que a Defesa Civil de Maceió amplie o Mapa de Linhas e Ações Prioritárias para incluir áreas que, embora não sofram subsidência direta do solo, foram devastadas pelo esvaziamento do entorno e pela perda de equipamentos públicos.
As comunidades afetadas convivem com o isolamento territorial e perdas econômicas severas. Segundo o coordenador geral do MUVB, Cássio de Araújo Silva, a audiência é necessária para garantir segurança jurídica e social a essas populações, que aguardam uma definição clara sobre o futuro de seus territórios.
O movimento argumenta que não é viável promover a "revitalização" das áreas sem antes decidir o destino dos moradores, conforme o Plano Diretor de Maceió.
A iniciativa busca estabelecer um canal direto com a gestão municipal para construir soluções conjuntas que garantam dignidade às vítimas. O MUVB, que se coloca como interlocutor legítimo das comunidades, aguarda o agendamento da reunião em caráter prioritário para tratar das demandas que exigem sensibilidade e responsabilidade pública.
