Os moradores do Povoado Lagoa Azeda, no Litoral Sul de Alagoas, utilizaram as redes sociais nesta quarta-feira (08) para denunciar uma série de ataques e hostilizações que a comunidade vem sofrendo após a morte do elefante-marinho "Leôncio".
O animal foi encontrado sem vida e com sinais de mutilação no último dia 31 de março, em um trecho de praia entre Jequiá e o Gunga, o que gerou uma onda de indignação e acusações diretas contra os pescadores locais.
Por meio de nota oficial, a comunidade afirmou que as acusações de que moradores teriam matado o animal por "disputa de peixes" são fruto de desinformação e má-fé.
Eles ressaltaram que, desde a chegada do elefante-marinho à região, o Instituto Biota foi acionado e as orientações de preservação foram repassadas e seguidas pela população.
“Lagoa Azeda é formada, em sua maioria, por pescadores e marisqueiras que têm no mar seu sustento. Nunca houve qualquer registro de nossa comunidade matando animais marinhos sob essa justificativa; esse tipo de acusação não condiz com a nossa realidade”, destacou a nota.
O caso já tomou proporções jurídicas e institucionais. O Instituto Biota denunciou o possível crime ambiental ao Ministério Público Estadual, ao Ibama e ao IMA/AL, buscando a responsabilização dos envolvidos.
Paralelamente, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) acionou o Ministério Público Federal (MPF) solicitando a abertura imediata de um procedimento para identificar os autores da mutilação.
Enquanto as autoridades investigam o caso, os moradores de Lagoa Azeda reforçam que estão dispostos a colaborar com as investigações para limpar o nome do povoado e identificar os verdadeiros responsáveis.