A morte do elefante-marinho Leôncio, animal que se tornou símbolo no litoral de Alagoas, ganhou um novo desdobramento. O caso agora deve ser investigado pela Polícia Federal (PF), após indícios de que o animal foi morto por ação humana.

Um ofício já foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a abertura imediata de um procedimento para identificar e punir os responsáveis.

Em entrevista ao telejornal AL2, da TV Gazeta, a presidente da Comissão de Bem-Estar Animal da OAB em Alagoas, Adriana Alves, explicou que a federalização do caso é uma necessidade jurídica. 

“Por ser um animal silvestre, a competência é federal. Por isso, encaminhamos o ofício ao Ministério Público Federal, solicitando a instauração do procedimento”, afirmou a advogada ao telejornal.

Biota faz denúncia a órgãos federais

O Instituto Biota de Conservação acionou órgãos federais após a morte do elefante-marinho conhecido como Leôncio, encontrado com sinais de mutilação no litoral de Alagoas. A denúncia foi formalizada na madrugada do sábado (4), com base no laudo de necrópsia do animal.

O documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). A iniciativa, segundo o Biota, busca assegurar a apuração do caso e a responsabilização dos envolvidos em um possível crime ambiental.

Além disso, o material também foi enviado ao Batalhão de Polícia Ambiental e a unidades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como o Centro de Mamíferos Aquáticos e as gerências das Áreas de Proteção Ambiental Costa dos Corais e Piaçabuçu.