O professor Cícero Albuquerque anunciou, nesta terça-feira (31), que deixou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) após 2 anos e 11 meses à frente da coordenação. A saída foi comunicada por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais.
Segundo ele, o pedido de exoneração foi feito nos últimos dias. Cícero afirmou que encerra o ciclo “com o coração tranquilo” e com a sensação de ter cumprido sua missão. “Avançamos em algumas coisas; outras, não conseguimos avançar por forças que não dependeram da coordenação”, declarou.
Durante o pronunciamento, o ex-coordenador também mencionou dificuldades enfrentadas na estrutura administrativa da Fundação. De acordo com ele, entraves burocráticos acabavam consumindo tempo e energia da equipe, enquanto demandas mais estruturais ficavam em segundo plano. Veja abaixo:
Apesar dos desafios, Cícero destacou ações consideradas importantes durante sua gestão, principalmente relacionadas à pauta territorial em Alagoas. Ele citou a retomada de processos em municípios como Palmeira dos Índios e Porto Real do Colégio, além da criação de grupos de trabalho voltados aos povos indígenas Kalankó, Karuazu, Koiupanká e Jiripancó.
No vídeo, o professor fez uma série de agradecimentos a comunidades indígenas e parceiros institucionais de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. “Quero agradecer pela acolhida, pela franqueza no diálogo e pela clareza nos debates. São experiências que guardarei com muito carinho”, disse.
Ao encerrar, Cícero também pediu desculpas por eventuais momentos de cobrança mais intensa durante a gestão e destacou a importância da autocrítica no serviço público.
