O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (31), que o vice-presidente Geraldo Alckmin seguirá como seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição.
A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, marcada pela saída de integrantes do governo que devem disputar as próximas eleições. Ao comentar a permanência de Alckmin na chapa, Lula indicou que o vice precisará deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para concorrer novamente ao cargo.
O encontro reuniu ministros e futuros substitutos, em um momento de transição dentro da Esplanada. A agenda também foi usada para apresentar um balanço da gestão e organizar a saída de auxiliares que pretendem disputar cargos eletivos.
Durante o discurso, o presidente reforçou que não pretende impedir ministros de deixarem seus cargos para concorrer. Segundo ele, trata-se de um “direito legítimo” de quem deseja participar do processo eleitoral. Lula também incentivou os aliados a entrarem na disputa com o objetivo de fortalecer a política institucional e qualificar o debate público.
Em tom descontraído, fez comentários sobre integrantes do governo que já cogitavam deixar os cargos e mencionou possíveis candidaturas. Entre os nomes citados está a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que deve disputar eleição em São Paulo.
A previsão é que cerca de 18 ministros deixem o governo até o início de abril, prazo final para desincompatibilização eleitoral. Pela legislação, ocupantes de cargos públicos precisam se afastar seis meses antes do primeiro turno caso queiram concorrer a funções diferentes das que exercem.
Ao comentar as saídas, Lula sinalizou que vê o movimento de forma positiva e demonstrou gratidão aos auxiliares, destacando que novas definições ainda podem ocorrer nos próximos dias, conforme mais integrantes confirmem participação nas eleições.
