O homem fantasiado de palhaço negou nas redes sociais ter cometido crimes após ser acusado de invadir salas de aula da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na última quinta-feira (12). Testemunhas afirmam que ele tentou beijar alunos, fez comentários de teor sexual e provocou contato físico indesejado.
Em vídeo, ele afirmou que sua presença na universidade fazia parte de uma apresentação artística chamada “Ecologia Magia” e que havia solicitado autorização aos professores para entrar nas salas.
“Não invadi nenhum espaço e não desrespeitei ninguém ou qualquer turma. Mesmo assim, fui acusado de assédio e importunação sexual. Não fui apenas acusado, fui julgado pela mídia e cancelado injustamente, como se já tivesse sido condenado”, declarou o artista.
O palhaço reforçou que a única ação que poderia ser considerada violenta foi o uso de um martelo de plástico, negando qualquer ato de obscenidade ou contato sexual com os estudantes. “Sou um artista com décadas de experiência. Fui acusado de violência [com um martelo de plástico], o que é quase risível”, disse.
Ele também ressaltou seu trabalho de longa data com arte, circo e educação, afirmando que a intenção era apenas realizar uma intervenção cultural e educativa dentro do campus.
Diante da situação, a Ufal se pronunciou sobre o caso, detalhando as medidas tomadas e os próximos passos para garantir a segurança no campus.
Confira a nota da Ufal na íntegra:
“Sobre o episódio ocorrido ontem à noite no Campus A.C. Simões, envolvendo um homem vestido de palhaço, que entrou em sala de aula e incomodou alunos e alunas, a gestão da Universidade Federal de Alagoas informa que: tão logo a equipe de segurança foi acionada, ela abordou a pessoa e a conduziu para que saísse do local, uma vez que estava incomodando discentes e atrapalhando as atividades acadêmicas.
Agora, a gestão está aguardando o relatório, que será emitido pela empresa de segurança, para fazer a comunicação oficialmente à Secretaria de Segurança Pública para as medidas necessárias.
A gestão reforça ainda que a Ufal é uma universidade pública e aberta. Há um fluxo grande de pessoas diariamente, inclusive para ter acesso aos serviços prestados pelas ações de extensão, com atendimento ao público em geral, como o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU), as clínicas de Psicologia e da Faculdade de Odontologia, além do Colégio de Aplicação Telma Vitória, do Núcleo de Apoio Fiscal (NAF), do Complexo Esportivo, entre outros.
Destaca também que a Ufal tem disponível a segurança patrimonial, mas que sempre conta com o apoio das forças de segurança pública do estado. É importante ressaltar que o Conselho Universitário tem uma comissão permanente, que trata das questões relacionadas à segurança, e certamente vai ser convocada para discutir essa questão ocorrida no campus na noite de quinta-feira (12).
A gestão entende a situação e está atuando para encontrar uma saída para melhorar a segurança no campus e tranquilizar a comunidade acadêmica.”
Foto de Capa: Reprodução/Redes sociais
