A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) se manifestou, na manhã desta sexta-feira (13), sobre o episódio registrado na noite de quinta-feira (12) no campus A.C. Simões, em Maceió, quando um homem fantasiado de palhaço entrou em salas de aula e causou constrangimento entre estudantes.
Em nota, a gestão da universidade informou que a equipe de segurança foi acionada após alunos relatarem incômodo e interrupção das atividades acadêmicas. O homem foi abordado pelos vigilantes e conduzido para fora das dependências da instituição.
O caso ganhou repercussão após relatos de estudantes que presenciaram a situação. Segundo eles, o homem teria entrado em salas afirmando que faria “piadas sobre meio ambiente”, mas passou a fazer comentários de cunho sexual, perguntas consideradas inapropriadas e tentativas de beijo sem consentimento.
Testemunhas também afirmam que ele carregava um martelo de plástico e dava “marteladas” na cabeça de alunos de forma aleatória, além de se aproximar de alguns jovens como se fosse beijá-los.
Diante da situação, estudantes acionaram a equipe de vigilância do campus. Informações preliminares indicam que o homem não possui vínculo com a universidade.
Alguns alunos registraram boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas. A apuração está a cargo da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que busca identificar outras possíveis vítimas e esclarecer as circunstâncias do episódio.
A Ufal informou ainda que aguarda o relatório da empresa responsável pela segurança patrimonial para formalizar a comunicação do caso à Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Confira a nota da Ufal na íntegra:
“Sobre o episódio ocorrido ontem à noite no Campus A.C. Simões, envolvendo um homem vestido de palhaço, que entrou em sala de aula e incomodou alunos e alunas, a gestão da Universidade Federal de Alagoas informa que: tão logo a equipe de segurança foi acionada, ela abordou a pessoa e a conduziu para que saísse do local, uma vez que estava incomodando discentes e atrapalhando as atividades acadêmicas.
Agora, a gestão está aguardando o relatório, que será emitido pela empresa de segurança, para fazer a comunicação oficialmente à Secretaria de Segurança Pública para as medidas necessárias.
A gestão reforça ainda que a Ufal é uma universidade pública e aberta. Há um fluxo grande de pessoas diariamente, inclusive para ter acesso aos serviços prestados pelas ações de extensão, com atendimento ao público em geral, como o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HU), as clínicas de Psicologia e da Faculdade de Odontologia, além do Colégio de Aplicação Telma Vitória, do Núcleo de Apoio Fiscal (NAF), do Complexo Esportivo, entre outros.
Destaca também que a Ufal tem disponível a segurança patrimonial, mas que sempre conta com o apoio das forças de segurança pública do estado. É importante ressaltar que o Conselho Universitário tem uma comissão permanente, que trata das questões relacionadas à segurança, e certamente vai ser convocada para discutir essa questão ocorrida no campus na noite de quinta-feira (12).
A gestão entende a situação e está atuando para encontrar uma saída para melhorar a segurança no campus e tranquilizar a comunidade acadêmica.”
