Entendo e aceito que há inocentes nesse meio, até porque muitas vezes só um prestidigitador é capaz de desmascarar outro prestidigitador.
Fato é que não tratamos aqui dos tolos nesse jogo, mas daqueles que não resistem a um apelo à sua ambição - por parte de alguém que quer se dar bem.
É o que acontece, em regra, com a caça aos chamados escadas.
Vamos lá: estes são aqueles “candidatos” que não são candidatos, mas que pedem votos para si com o objetivo de eleger os verdadeiros candidatos.
São personagens políticos – marionetes, quase – fundamentais para que os vencedores sejam confirmados – e a palavra é esta: confirmados.
É aí que entra a ambição, mesmo que pareça pequena para quem olha de fora: é um emprego em troca – para ser candidato/escada -, algum dinheiro para a campanha, conhecimento com quem tem poder, e por aí segue o caminho dos nada tolos.
Claro: isso varia entre os diversos tipos de homens/mulheres de degraus.
Nó final das contas, todos sabendo exatamente o papel que cumprem nessa arrumação eleitoral.
Que os homens e mulheres de boa fé não caiam em conversas molhadas, nas palavras que deslizam redondas pela língua dos sabidos (sábios, não; aí é outro papo).
Muitas vezes, é melhor temer o ridículo.
