É inegável que o prefeito de Maceió se tornou uma grande liderança política local e alternativa ao grupo dominante.
Mais do que isso, ele alimentou a esperança de centenas de milhares de alagoanos de que seria candidato ao governo do Estado, este ano, após a retumbante vitória na reeleição de prefeito da capital.
Mesmo com o farto noticiário sobre o “acordão de Brasília”, JHC manteve o seu entorno, nos bastidores, replicando que ele era, sim, candidato ao Palácio República dos Palmares.
Não era mais, disse e repetiu Renan Filho.
Os últimos acontecimentos, seu embate com Lira, seu estado de ânimo, tudo aponta para outro destino político imediato: se for candidato, JHC vai disputar uma vaga no Senado.
Sem dúvidas, a frustração dos seus potenciais eleitores será grande, com consequências imprevisíveis, por enquanto.
Já expressei a minha opinião: gostaria que ele disputasse o governo do Estado com Renan Filho.
Democracia se faz assim: brigando pelo voto e dando alternativas ao eleitor.
