Mães de estudantes do 3º ano do ensino médio do Colégio Rosalvo Lôbo procuraram a reportagem para relatar dificuldades enfrentadas após a adoção do regime de ensino integral na unidade escolar. Segundo elas, a mudança ocorreu mesmo após os alunos terem sido matriculados apenas para o período matutino.
De acordo com as famílias, no momento da matrícula não houve informação de que a escola passaria a funcionar em tempo integral. Agora, já no último ano do ensino médio, os estudantes foram informados de que precisam frequentar aulas em dois turnos.
A situação tem gerado preocupação entre os alunos e seus responsáveis, já que alguns não têm disponibilidade para cumprir a carga horária ampliada. Parte dos estudantes trabalha como jovem aprendiz e, por isso, não consegue permanecer na escola durante todo o dia.
Uma mãe, que preferiu não se identificar, contou que o filho estuda na unidade há vários anos e aguardava com expectativa o último ano ao lado dos colegas. “Ele estava animado com os preparativos para a colação de grau e todas as celebrações que fazem parte desse momento. Agora não sabemos como proceder, porque ele terá que encontrar outra escola para concluir os estudos”, relatou.
Segundo ela, a mudança tem causado frustração entre os alunos que passaram anos estudando juntos. “É muito triste ver um grupo de adolescentes que passou tanto tempo unido ter que terminar os estudos em outras escolas por uma mudança que foi imposta e sequer informada aos alunos ou familiares”, lamentou.
Diante da situação, as famílias afirmam que vários estudantes terão que solicitar transferência para outras unidades de ensino, mesmo estando no último ano do ensino médio.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) para saber qual o posicionamento da pasta sobre a mudança no regime de ensino do Colégio Rosalvo Lôbo.
Também foi questionado se houve comunicação prévia às famílias no momento da matrícula e se existe alguma orientação ou alternativa para os alunos que não podem permanecer no ensino integral. Até o momento não houve resposta.










