Peço licença para contar essa história pelo que ela tem, em minha opinião, de surreal.
Começo.
Na segunda-feira, dia 2, liguei para a BRK – às 10:25 (tenho o número de protocolo) – pedindo para corrigir um vazamento no equipamento da empresa, o hidrômetro.
Registrada a reclamação, aguardei o atendimento da BRK.
O problema se agravou e o desperdício de água aumentou abruptamente na madrugada de sábado para domingo.
Voltei a ligar para a BRK – ontem, às 08:01 -, e dessa vez consegui falar com uma atendente.
Esta, muito educada, disse que iria reforçar a “emergência” e tentou, com delicadeza, ressalto, explicar que o serviço não fora feito por uma razão que fugiu ao controle da empresa: a equipe que veio fazer o reparo foi impedida de entrar no condomínio por um funcionário da portaria.
Foi aí que veio a revelação: ela chegou ao condomínio – na verdade, um conjunto habitacional de classe média – às 02:23.
Exatamente isso: de madrugada!
Por óbvio, eu disse a atendente que se tivesse sido eu o funcionário do condomínio que atendeu a equipe da BRK também não permitiria o ingresso do grupo – sem autorização do proprietário do imóvel, principalmente.
Pois bem: ela admitiu que a situação era atípica, pediu muitas desculpas em nome da empresa e garantiu que iria solicitar uma nove visita dos funcionários da empresa.
Na parte da tarde, uma equipe da BRK veio fazer o reparo. Dois trabalhadores educados e eficientes fizeram a troca do equipamento e se surpreenderam com a data da reclamação - dia 2 - e se colocaram à disposição em caso de necessidade.
O que fiz em seguida?
Busquei informações com outras pessoas da área, que me confirmaram a existência da equipe da BRK que trabalha de madrugada. Por óbvio, fiquei sabendo que alguns trabalhadores já foram enxotados por moradores assustados, e até houve casos, pasmem, de ameaças de morte à equipe noturna da BRK.
Uma estupidez da empresa, que põe em risco a vida de pessoas que trabalham para sobreviver e não para morrer.








