O CM Cast, podcast dedicado à análise dos bastidores da política local e nacional, publicou nesta segunda-feira (2) um novo episódio em que os jornalistas Carlos Melo, diretor do Grupo CadaMinuto, e Ricardo Mota discutem os possíveis caminhos do prefeito de Maceió, JHC (PL), nas eleições de 2026.
“Chegamos a março. A campanha está chegando: abril, maio, vêm as composições e tudo mais. E o JHC? Onde está o JHC?”, provoca Melo. Para ele, não está em jogo apenas o futuro do prefeito, mas “tudo o que envolve JHC, todo o entorno político dele”.
Ricardo Mota avalia que o prefeito alcança março “do jeito que ele gostaria”, sem assumir publicamente qualquer pretensão eleitoral. Segundo o jornalista, JHC evita conceder entrevistas sobre o tema e concentra sua comunicação nas redes sociais, “em um ambiente absolutamente controlado”, sem ter declarado de forma objetiva: “Eu sou candidato a isso”.
De acordo com os comentaristas, aliados próximos são “taxativos” ao afirmar que ele disputará o governo do Estado. Ainda assim, Mota pondera que a dificuldade de confirmação não passa por “competência profissional”, mas pelo fato de que o prefeito simplesmente não trata do assunto publicamente.
Durante o episódio, Mota relatou ter ouvido de um dos participantes do chamado “acordão” de Brasília uma versão diferente das que circulam nos bastidores. Segundo esse interlocutor, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, JHC teria afirmado: “Eu não sou candidato a nada.”
Há, porém, uma segunda hipótese, a disputa pelo Senado, com apoio a Renan Filho (MDB) ao governo, compondo ainda com Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB). A terceira possibilidade — considerada a mais aguardada — é a candidatura ao governo do Estado, em confronto direto com Renan Filho.
Nesse tabuleiro, a possível candidatura de Alfredo Gaspar (União Brasil) ao Senado aparece como fator decisivo. Para Mota, ele tem “maior apelo junto ao eleitorado espontâneo”, concentrando o voto da direita e da extrema direita, que tende a votar “maciçamente” nele. Já JHC, segundo a análise no podcast, evita um posicionamento ideológico explícito.
Ao final, a avaliação é de que o cenário permanece travado. “Nada na eleição alagoana anda sem essa decisão. Nada”, afirmou Mota. Com o prazo de desincompatibilização se aproximando, uma eventual saída da prefeitura seria o sinal mais claro de candidatura. Ainda assim, Melo arrisca: “Está muito tarde para ele não ser candidato a nada”. “É difícil dar ré”, completa Ricardo.










