Arthur Lira (PP) entra na corrida pelo Senado com um cartão de visitas raro na política brasileira: em 2022, foi o deputado federal mais votado da história de Alagoas e, proporcionalmente, figurou entre os mais votados do país, consolidando uma base que já ultrapassa o formato de eleição proporcional e se comporta como força majoritária. Reeleito deputado federal quatro vezes (2010, 2014, 2018 e 2022), ele combina longevidade eleitoral com capacidade de ampliar votação — um indicador observado de perto por lideranças que enxergam na disputa de 2026 um caminho natural.
No pleito de 2022, Lira alcançou 219.452 votos, desempenho que reforçou sua presença em praticamente todas as regiões do estado e transformou seu nome em referência eleitoral nos grandes centros e no interior. Essa musculatura se soma ao histórico de três mandatos como deputado estadual (1999–2011), etapa em que consolidou conhecimento de território, redes municipais e pautas locais — elementos decisivos quando a eleição deixa de ser “de legenda” e passa a ser “de estado”.
Filho do ex-senador Benedito de Lira, Arthur cresceu politicamente num ambiente em que resultado e presença contam mais do que discurso. Ao longo de duas décadas, construiu uma atuação marcada por trânsito com diferentes forças e por entregas associadas a investimentos, serviços e obras em municípios de todas as regiões, o que explica a amplitude do seu apoio entre prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias.
“Eu quero chegar ao Senado para fazer mais do que já fiz: defender Alagoas com ainda mais força, abrir caminhos para investimentos nos 102 municípios e honrar cada confiança com trabalho e resultado. Mas, principalmente, quero chegar ao Senado porque lá não chegarei sozinho. Chegarei junto com o povo de Alagoas, com prefeitos, vereadores, empreendedores e com lideranças de todo o estado, uma vez que este projeto não é só meu. É um projeto de todo um grupo coeso, que sabe que Alagoas pode e precisa de mais trabalho no Senado Federal”, afirmou Arthur Lira, ao comentar seus próximos passos na disputa de 2026.
A experiência acumulada em Brasília também pesa: como presidente da Câmara, Lira comandou com isenção votações em um período de forte polarização nacional e ampliou sua interlocução com governo e oposição. Essa condição de articulador, somada ao desempenho eleitoral recorde, ajuda a explicar por que sua pré-candidatura ao Senado já nasce com desenho de “candidatura consolidada”, com clima de decisão antecipada entre muitos atores políticos.
Outro componente que fortalece esse cenário é a base municipal que o acompanha e tende a crescer: o grupo de prefeitos aliados já supera a marca de 80 (entre 102) e, nos bastidores, a expectativa é de novas adesões nos próximos dias, à medida que o calendário do lançamento se aproxima. Em eleição majoritária, esse tipo de representatividade e de "fortaleza" — com adesões em cadeia — costuma se traduzir em palanque sólido, estrutura e voto na ponta.










