Os tempos pandêmicos em que a saúde esteve na UTI, por força da desimportância institucional de  um governo da direita, não está tão no pretérito assim.

As lembranças ainda existem, o fantasma da dor da desesperança, também.

Foram muitos corpos mortos pela inoperância estatal.

Muitos,ainda,  guardam sequelas irreversíveis.

O ato de respirar custava o oxigênio que não existia.

O deboche sim, era de praxe.

Em Alagoas atravessamos um outro tipo de  pandemia.

É a  ‘do tanto faz’, da indiferença popular diante do descaso ululante da gestão, com a saúde do povo, principalmente dos pobres, pretos e periféricos.

O mesmo povo que foi atingido em cheio pela pandemia de outrora.

A Polícia Federal da República Federativa do Brasil , após investigações minuciosas, detalhistas, tipo Sherlock Holmes  comprovou o desvio indefensável ,de mais de mais 100 milhões de reais sequestrados dos cofres públicos da Sesau.

Uma operação fraudulenta  de anos, desvios milionários  para compra de imóveis, compra de mansões, no engordar a ganância obesa de tantos,  recursos esses que  deveriam estar alimentando a vida, em hospitais.

Hospitais públicos  que minguam por falta de luvas , máscaras o básico  para o exercício laboral.

Hospitais públicos onde falta lençóis nos leitos para recepcionar a população.

Todo mundo faz de conta do ‘não tô nem aí’, as Universidades se enchem de discursos acadêmicos, os sindicatos amedrontados se calam, Fóruns do SUS lançam nota tímida,  e políticos  da esquerda,aliados,  marcham  silenciosos e silenciados.

Cúmplices. 

É um monte de dinheiros desviados. Manobras cometidas à luz do dia e comprovadas pela Polícia Federal, com provas consistentes e narrativas acuradas. 

E o que acontece?

Nada!

Daqui a pouco o  Rei volta ao trono, majestoso e será chamado de ‘doutor’.

A política de Alagoas debocha da  cara da população alagoana  passiva, que simplesmente lava as mãos, esquecendo, que um dia, até a água pode faltar.

Um quadro  terrível de negacionismo coletivo.

Eles ficam com os milhões dos cofres públicos e os tostões são investidos na saúde do faz-de-conta.

Qual a diferença entre os desvios milionários na Sesau e os desmandos pandêmicos da extrema direita?

A lata de conserva?

Deboche!