Clientes em Alagoas que mantêm recursos no Banco Pleno ou em produtos distribuídos pela instituição precisam redobrar a atenção após o Banco Central do Brasil (BC) decretar, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM. 

A principal mudança prática para correntistas e investidores é a necessidade de acompanhar o processo de ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.

Embora o banco tenha atuação nacional e represente apenas 0,04% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional, a medida afeta diretamente quem possui depósitos, CDBs ou outros investimentos elegíveis à garantia — inclusive no estado.

Por que o banco foi liquidado?

De acordo com o Banco Central, a decisão ocorreu por causa do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez, além de descumprimento de normas regulatórias e determinações do órgão.

Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores tornaram-se indisponíveis. O BC informou que continuará apurando responsabilidades e poderá aplicar sanções administrativas.

Quantas pessoas têm direito à garantia?

O FGC estima que o Banco Pleno tenha cerca de 160 mil credores com depósitos cobertos, somando aproximadamente R$ 4,9 bilhões. O pagamento será feito conforme os dados repassados pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. O calendário será divulgado após a consolidação das informações.

Para investidores alagoanos, a recomendação é:

Verificar se os valores aplicados estão dentro do limite de cobertura do FGC;

Acompanhar comunicados oficiais do BC e do FGC;

Organizar documentação pessoal e comprovantes de investimento.

Ligação com o caso Master

O Banco Pleno surgiu a partir do antigo Banco Voiter, que já integrou o conglomerado do Banco Master. Executivos ligados ao grupo foram alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades na emissão e negociação de títulos de crédito no sistema financeiro.

Apesar da repercussão nacional do caso, o Banco Central destacou que o porte reduzido da instituição limita riscos de efeito em cadeia no mercado.

Impacto direto em Alagoas

Para quem investe a partir de Alagoas, a liquidação não significa perda automática de recursos, desde que os valores estejam dentro das regras de cobertura do FGC. O momento agora é de cautela, checagem de informações e acompanhamento dos prazos oficiais.

A orientação é evitar intermediários e buscar apenas canais oficiais para evitar golpes que costumam surgir em períodos de instabilidade financeira.