O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou Procedimento Administrativo para acompanhar as investigações sobre a suposta prática de assédio sexual atribuída a um policial penal contra uma colega de trabalho. A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do órgão nesta sexta-feira (6).

De acordo com o documento, o caso teria ocorrido em 14 de agosto de 2025, por meio de mensagens enviadas pelo aplicativo WhatsApp. O servidor é identificado pelas iniciais J.A.L.S.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 001/2026/62PJ-Capit, no âmbito do Procedimento Administrativo nº 09.2026.00000065-4, assinada pela promotora de Justiça Karla Padilha Rebelo Marques, titular da 62ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação no Controle Externo da Atividade Policial e na Tutela da Segurança Pública.

Antes da conversão, o caso tramitava como Notícia de Fato. À época, o MP enviou ofícios à Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), solicitando a adoção de providências administrativas e informações sobre eventual investigação criminal.

A Polícia Civil informou a instauração do Inquérito Policial nº 14.336/2025, em 6 de novembro de 2025. Já a Seris comunicou a abertura de Sindicância Administrativa para apurar os fatos, que, segundo o órgão, está em fase de instrução.

No entanto, conforme registrado na portaria, até o momento não foram encaminhadas informações conclusivas sobre os resultados das apurações. Além disso, houve extrapolação do prazo de tramitação da Notícia de Fato, o que motivou a conversão em Procedimento Administrativo.

Com a nova fase, o Ministério Público poderá acompanhar de forma mais detalhada as providências adotadas pelos órgãos responsáveis e avaliar eventuais medidas cabíveis dentro de suas atribuições constitucionais.